Raquel RolnikFala do esvaziamento das áreas centrais e do crescimento das periferias. Os empreendimentos habitacionais para as classes baixas se instalam na periferia das cidades, fora do tecido urbano, sem infra-estrutura urbana e de transportes, e acabam nem se relacionando entre si. Os conjuntos formam uma colcha de retalhos, criando uma cidade sem continuidade e sem vida urbana, e aumenta a necessidade de transporte congestionando ainda mais a cidade.
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Os quatro principais motivos do abando dessas unidades por ordem são a delinqüência, o isolamento, a falta de serviço e a falta de espaço. O projeto Minha Casa Minha Vida é a construção de habitações através do mercado privado com subsídio ao consumidor final, e tem como referências projetos do Chile e do México. Nesses países o mercado privado também instalou os grandes conjuntos nas periferias, formando vários bairros desconexos, aumentando as distâncias e acabando com as relações de vizinhança.
A instalação de HIS nos centros proporciona uma melhor infra-estrutura para os moradores, traz vida a uma área abandonada e previne o processo de gentrificação que tende a acontecer quando os projetos de revitalização não antecipam a necessidade da diversidade social.
Teresa BuroniA arquiteta apresentou um projeto que ela participa no Uruguai que tem como premissas a flexibilidade, a diversidade, a participação e a integração.
O trabalho é realizado por uma cooperativa onde o estado controla a qualidade e a localização dos empreendimentos. Com relação à qualidade, o controle é sobre os materiais. O tamanho das unidades é mais difícil de controlar.
Para satisfazer as exigências do governo com relação à implantação, esse em contrapartida, dá subsídio na aquisição da terra e oferece um curto prazo a infra-estrutura urbana exigida.
Os projetos buscam criar a relação de vizinhança através de espaços públicos e semi-públicos. Cada morador tem o seu jardim, onde ele fica em contato com o vizinho, mas tem a posse e o papel de cuidar do espaço. A tipologia arquitetônica adotada é decidida através da participação popular.
Ruben PesciA palestra do arquiteto argentino foi sobre desenvolvimento sustentável e usou como exemplo um estudo para Florianópoles.
Para promover o desenvolvimento sustentável é preciso ter infra-estrutura, mobilidade, “atratores urbanos” e espaços abertos
A partir do princípio que sociedade gera moradia e moradia não gera sociedade, conclui-se que a participação social é fundamental no desenvolvimento dos projetos habitacionais. E os projetos de “atratores urbanos” para essas áreas devem ser geradores de cultura e emprego para promover a integração da comunidade.
Em Florianópoles se integrou os vários núcleos naturais e urbanos criando reservas de biosfera em ambiente urbano.